A exposição investiga a Folia de Reis como espaço de deslocamento, transformação e reinvenção do corpo e da identidade. A figura do corpo brincante e fantasiado surge como potência que rompe pactos fixos e tensiona memórias, tradições e relações de poder. Por meio de gravura, costura, pintura e foto-performance, a artista cria gestos de reinscrição, marcar, remendar e atravessar o próprio corpo pela imagem, revelando os fluxos entre centro e margem, coletivo e individual, presença e ausência.