O Festival Motirõ – Palavras da Mata chega como um grande encontro de saberes, vozes e experiências indígenas — daqueles que fazem a cidade pulsar com história, resistência e criação.
“Motirõ”, que vem do tupi e significa trabalho coletivo, traduz o espírito do evento: troca, construção coletiva e muita potência. Ao longo do dia, rola de tudo — oficinas, exposições, conversas e encontros que atravessam literatura, educação e representatividade.
Entre cantos, grafismos e histórias ancestrais, povos como Puri, Tupinambá, Xavante, Guajajara, Marajoara, Xakriabá e Anambé ocupam o espaço urbano e mostram que cultura indígena não é passado — é presença viva, criativa e pulsante.
E ainda tem nomes incríveis da cena indígena contemporânea como Urutau Guajajara, Daua Puri, Potyra Krikati e Emiliana Marajoara compartilhando suas vivências e saberes.
O prédio onde está instalado é um palacete construído no século XIX que fazia parte da Chácara do Morro do Queimado. O museu possui um vasto acervo documental, arquivístico e museológico, com cerca de 24 mil peças. Entre elas, obras de artistas consagrados como Visconti, Thomas Ender, Antonio Parreiras, Armando Vianna, Antonio Malta e Marc Ferrez, além dos acervos dos prefeitos Pereira Passos, Pedro Ernesto e Carlos Sampaio. Assim sendo, o MHCRJ tem como proposta preservar e conservar a memória...