Inspirada pela ideia de que “a cidade não é apenas um espaço físico, mas uma forja de relações”, como afirma o escritor moçambicano Mia Couto, a exposição reúne artistas cujos trabalhos exploram a tensão — e a harmonia — entre ordem e desordem, encanto e turbulência, memória e cotidiano. Ao percorrer os trabalhos do conjunto expositivo — independentemente dos suportes e técnicas utilizados — experimentamos múltiplas vertentes que compõem o convívio humano: identidade, pertencimento, aprendizagem, memória e transformação. Os diálogos visuais se entrelaçam como um grande mosaico, onde o belo e o caótico se complementam, à maneira do Yin Yang, revelando que cada extremo é, também, parte essencial do outro
A exposição quer transportar a um entendimento quase filosófico de que beleza e caos caminham lado a lado, constituindo uma trama emocional tão complexa quanto fascinante. Em todos esses casos, emerge uma narrativa que revela os movimentos íntimos e coletivos da vida urbana, onde serenidade e inquietação coexistem como forças complementares.
O prédio onde está instalado é um palacete construído no século XIX que fazia parte da Chácara do Morro do Queimado. O museu possui um vasto acervo documental, arquivístico e museológico, com cerca de 24 mil peças. Entre elas, obras de artistas consagrados como Visconti, Thomas Ender, Antonio Parreiras, Armando Vianna, Antonio Malta e Marc Ferrez, além dos acervos dos prefeitos Pereira Passos, Pedro Ernesto e Carlos Sampaio. Assim sendo, o MHCRJ tem como proposta preservar e conservar a memória...