A exposição investiga o ovo e a casa como símbolos historicamente associados ao feminino, à fertilidade e ao espaço doméstico, tensionando essas imagens a partir de uma experiência corporal e material. As obras de Marina Ribas constroem ovos e abrigos instáveis com fragmentos arquitetônicos, materiais orgânicos e industriais, criando formas híbridas que oscilam entre proteção e ruptura, interior e exterior, solidez e fluidez.
Essas construções evocam narrativas de mulheres, corpos e territórios em constante transformação, dialogando com tradições da arte brasileira e com uma crítica feminista à ideia de feminilidade como destino natural. Ao deslocar seus ovos para além do espaço privado, a artista provoca zonas de ambivalência entre humano e animal, natureza e cultura, nascimento e renascimento.